A Web 2.0 diz respeito a uma segunda geração de serviços e aplicativos da rede e a recursos e tecnologias que permitem mais interatividade e colaboração na utilização da Internet. É a rede como uma plataforma e todos os dispositivos conectados a ela. Suas aplicações são aquelas que produzem a maioria das vantagens intrínsecas: distribuem o software como serviço de atualização contínuo que melhoram conforme as pessoas o utilizam e transformam os dados de múltiplas fontes, enquanto fornecem seus próprios dados e serviços, criando efeitos de rede através de uma "arquitetura participativa".
No âmbito de bibliotecas, a Biblioteca 2.0 teria quatro elementos essenciais, identificado por Maness (2006):
- Centrado no usuário: dinâmica de consumo e criação de conteúdos entre usuário e bibliotecários;
- Experiência multimídia;
- Socialmente rico: bibliotecários e usuários comunicam sincronizada e assincronamente;
- Comumente inovadoras: as bibliotecas e os usuários mudam um ao outro.
A biblioteca 2.0 inclui, por exemplo: "chat" de referência, tutoriais interativos, aplicações de redes sociais, etc.
O LIMS (Laboratory Information Management System) - que é um software baseado em laboratorio e SGC (Sitema de Gerenciamento de Informações) que oferece um conjunto de características que suportam as operações de um laboratório de informática - torna-se uma rede colaborativa, permitindo que os usuários acessem recursos em que um recurso leve ao outro, o que inclui uma interface de rede social personalizada.
A Web 2.0 permitiu concetração da agregação de informações e maior disseminação e reutilização de conteúdos. Na Web 2.0 a gestão de ativos digitais tem opções para resolver a interatividade e a rede social e suas características, como a tecnologia de RRS, que possibilita comentários e mensagens.
O QUE ISSO TEM A VER COM AS REDES COLABORATIVAS?

A resposta? Tudo.
A partir do momento em que a biblioteca se utiliza da Web 2.0 para ampliar seu alcance, sua interatividade e para disseminar informações com mais eficiência, permite uma série de interconexões com outras unidades, criando redes que se inter-relacionam, trocando informações e serviços.
No âmbito das empresas, por exemplo, verificamos que as empresas podem, através de aplicativos da Web 2.0, se conectar a outras organizações, universidades, fornecedores, competidores e clientes. Se pensarmos mais, vemos que também pode conectar setores internos por aplicativos de Intranet e Internet.
Se nos voltarmos para a biblioteca com uma visão mais administrativa, vemos que, não diferentemente das empresas, a biblioteca pode se conectar a "fornecedores" (bancos de dados, diretórios, repositórios - locais onde informações possam estar armazenadas), "outras organizações" (outras bibliotecas), "clientes" (usuários da biblioteca - tanto os que já a utilizam quanto os usuários potenciais - aqueles que podem ainda vir a utilizar a biblioteca), Universidades (bem como empresas, etc), e "Competidores" (que, no caso da biblioteca, seriam as bibliotecas e centros de documentação que serviriam como "substituto" à biblioteca - vamos supor, por exemplo, que há uma biblioteca mais próxima da casa do usuário em questão. O bibliotecário pode se conectar a esta biblioteca e remeter o usuário a ela, caso esta possua a informação de que ele necessita).
Para estabelecer essas conexões a biblioteca pode utilizar vários recursos: site próprio, blogger, além de outros, como redes sociais como facebook, twitter, e afins.
O bibliotecário deve, no contexto atual, reconhecer as ferramentas e incorporá-las ao seu serviço, possibilitando que a biblioteca esteja integrada às Tecnologias de Informação.
Referências:
Elaboração: Kizzi Helena
